
Esquecido pierrô dos contos de minha infância,
Vem ser a honra do sorriso puro
O sentido da vida de um tolo
Que desespera seus passos sem concordância
Sente- se meu caro rei das anedotas
Aplauda seu próprio show
Satisfaça essa curiosidade de ser um de deles
Que chora nas noites sem chacotas
Ao lado das cores e fantasias em saltimbancos
Seus olhos não me enganam... longe e sem vida
Sua face é forçada, lágrima em rimas declamada
Sois os ares de uma alma despida, pelo povo assistida
O engano, no palco pinta-se em bordas de entusiasmo
Supre as necessidades do sonhar em cores indolores
Extasiada platéia suprem a bondade dos seus atos
O amor inventado, calejado pela dor em mal estar
Satirizando esse colossal martírio investido
Essa máscara dividida em ti refletida
Mancha no peito desse amargurado palhaço
A compaixão de um amor repartido, fabulado
Deve-se apenas neste palco representar
E sua vida em sumo resguardar
Pelos adornos que este amor lhe deixou
Essa marca que no seu rosto, sem piedade timbrou.
jennybyjenny

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