
Meu amor
Essa carta que lhe escrevo, não sei se devo,
vem falar de nossos medos, de nossa união.
Tão desejada, em nada forçada,
tive a pureza dos teus olhos,
brilhantes e vivos como o luar do sertão.
De súbito, esse encontro atordoou minha muralha,
de mansinho, como um pássaro no ninho,
amontoei minha desilusão.
Me fartei com seu afeto, me vi rodeada de atenção.
Não aguentei! pensei, dessa estrada sofrida,
que de espinhos me vi melindrada,
tão nobre cavalheiro das cinzas do suplício desenterrei,
das profundezas dos meus desejos o inventei,
caro destino nos fez atentar, aos amores dessa amizade a alastrar.
Contudo esse Forte que meus guerreiros resguardavam,
fora abafado pelo sussurro de um chicote,
ardido açoite, saliente garrote, de palavras duvidosas
entrou em minha mente, sobre carregou em fel,
fez me pensar em quão fino seria esse véu.
O cortejo continua, passo a passo, sua ponte se estreita,
ó meu querido, sorriso do meu choro,
pureza da minha água, toque da minha tempestade,
deparo tão volúvel a afeição, ora beijo, ora não.
Tenho comigo uma enorme interrogação,
serias tu esse conto de fadas em pensamentos sem razão?
Essa presença que tanto me agrada, mesmo sem dizer uma palavra,
que satisfaz minha noite tão aclamada,
corrói no pesadelo desse invejoso ancião,
agouro do abismo do veneno sem poção.
Veja obra proferida, que demasiada está antiga,
porém por todos ainda é aplaudida, seja na sala de um teatro,
ou mesmo a dois num relato, o soneto que vem desaguar
ó pranto do meu mar, onde nada seria mais comovente,
que viver esse amor resplandescente, sem a ti poder tocar,
em delírio somente te ver me beijar e nesse instante assim nos eternizar.
jennybyjenny
brilhantes e vivos como o luar do sertão.
De súbito, esse encontro atordoou minha muralha,
de mansinho, como um pássaro no ninho,
amontoei minha desilusão.
Me fartei com seu afeto, me vi rodeada de atenção.
Não aguentei! pensei, dessa estrada sofrida,
que de espinhos me vi melindrada,
tão nobre cavalheiro das cinzas do suplício desenterrei,
das profundezas dos meus desejos o inventei,
caro destino nos fez atentar, aos amores dessa amizade a alastrar.
Contudo esse Forte que meus guerreiros resguardavam,
fora abafado pelo sussurro de um chicote,
ardido açoite, saliente garrote, de palavras duvidosas
entrou em minha mente, sobre carregou em fel,
fez me pensar em quão fino seria esse véu.
O cortejo continua, passo a passo, sua ponte se estreita,
ó meu querido, sorriso do meu choro,
pureza da minha água, toque da minha tempestade,
deparo tão volúvel a afeição, ora beijo, ora não.
Tenho comigo uma enorme interrogação,
serias tu esse conto de fadas em pensamentos sem razão?
Essa presença que tanto me agrada, mesmo sem dizer uma palavra,
que satisfaz minha noite tão aclamada,
corrói no pesadelo desse invejoso ancião,
agouro do abismo do veneno sem poção.
Veja obra proferida, que demasiada está antiga,
porém por todos ainda é aplaudida, seja na sala de um teatro,
ou mesmo a dois num relato, o soneto que vem desaguar
ó pranto do meu mar, onde nada seria mais comovente,
que viver esse amor resplandescente, sem a ti poder tocar,
em delírio somente te ver me beijar e nesse instante assim nos eternizar.
jennybyjenny

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