como sempre...

como sempre as ondas estarão ali, os corais brilharão nos olhos, quero que o colorido das palavras estejam livres em sua mente para que assim possa voar livre e tirar o significado necessário dessas linhas tão reais de mim.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Cortejo em Rasuras



Meu amor



Essa carta que lhe escrevo, não sei se devo,

vem falar de nossos medos, de nossa união.

Tão desejada, em nada forçada,
tive a pureza dos teus olhos,

brilhantes e vivos como o luar do sertão.

De súbito, esse encontro atordoou minha muralha,

de mansinho, como um pássaro no ninho,

amontoei minha desilusão.

Me fartei com seu afeto, me vi rodeada de atenção.

Não aguentei! pensei, dessa estrada sofrida,

que de espinhos me vi melindrada,

tão nobre cavalheiro das cinzas do suplício desenterrei,

das profundezas dos meus desejos o inventei,

caro destino nos fez atentar, aos amores dessa amizade a alastrar.

Contudo esse Forte que meus guerreiros resguardavam,

fora abafado pelo sussurro de um chicote,

ardido açoite, saliente garrote, de palavras duvidosas

entrou em minha mente, sobre carregou em fel,

fez me pensar em quão fino seria esse véu.

O cortejo continua, passo a passo, sua ponte se estreita,

ó meu querido, sorriso do meu choro,

pureza da minha água, toque da minha tempestade,

deparo tão volúvel a afeição, ora beijo, ora não.

Tenho comigo uma enorme interrogação,

serias tu esse conto de fadas em pensamentos sem razão?

Essa presença que tanto me agrada, mesmo sem dizer uma palavra,

que satisfaz minha noite tão aclamada,

corrói no pesadelo desse invejoso ancião,

agouro do abismo do veneno sem poção.

Veja obra proferida, que demasiada está antiga,

porém por todos ainda é aplaudida, seja na sala de um teatro,

ou mesmo a dois num relato, o soneto que vem desaguar

ó pranto do meu mar, onde nada seria mais comovente,

que viver esse amor resplandescente, sem a ti poder tocar,

em delírio somente te ver me beijar e nesse instante assim nos eternizar.

jennybyjenny

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Estações da Vida



Nada melhor como as estações para aliviar e modificar minha estadia,

o corpo se arrepia ao ter a brisa do inverno

Acaricia a pele despindo o véu da solitária manhã.

Oscila meu bem estar ao coroar minhas tardes

com sorrisos de veraneio ao passear pelo barco do amor,

aquele que sai em direção ao mar das emoções... das ilusões,

Coração pulsando fervente, frente ao por do sol dos teus olhos.







O que dizer dessa solidão em meio a multidão

que se aglomera a espera da seu momento...

Momento de partir, nas estações de metro,

Rostos tão cheios de esperança, orações de lá estar tão cedo,

Tão logo... nos braços do destino que cercam as mantas

num outono tão acolhedor.

Traz o pensamento passageiro de um lugar para me esquentar,

próximo de voce, doce desconhecido me lança um terno acenar.





Preenche minha euforia essa estação, eleva ao céu a emoção,

Bailando na música romantica da saudade,

Transita com a madrugada, frenéticas vontades de desejar

uma presença qualquer,

Que me faça levitar nessas ondas da melodia sem interrupções,

Ecoem uma canção de amor, para contente poder a ti, amar.






Então minha imaginação voou até voce,

nas conexões desse carinho que de pouso em pouso,

me deixa nas nuvens em levantar o voo da esperança,

na magia da descoberta que um dia alguém ousou,

também pretendo ousar!

Te ter... o mundo atravessar! De avião, pelo mar,

De qualquer forma chegar

Para tua eternidade a mim se unificar.

UM DIA A MAIS




Tenho na vida a traçada mais larga,

O caminho mais complicado

Na ocasião mais turva

A mão que adormece minha dor







Tenho no peito o choro mais carregado,

Tez mais avermelhada

O semblante mais abafado

De uma voz que por ontem se foi







Tenho nessa amizade

a alegria mais intensa, a face mais densa

Das lembranças de minha existência

Que um dia se fez sorrir







Tenho nesse instante

O dia mais agourento

Dos momentos mais intensos

Que um dia com você passei







Almejo nessas andanças

Com voce caminhar novamente,

Desabafar essa torrente

Uma entrave dessa corrente

Que agora alegria fez desabar







Pensava ser permanente

Essa amizade decente

Onde estava em minha frente

Em qualquer interstício,

Em qualquer circunstancia,

Em sua cama, dormindo sem fama







Sou uma mão sem circular,

Um peito sem respirar

Sem o apreço do seu olhar

Temo somente que suas lembranças

Não sejam de bonança

Nesse confim de longe estar,

Nos braços desse amigo

Somente me dói te recordar.





Sei que o tempo nos tornou ausente,

Ou que os desvios tornaram se presentes

No assento dessa vivência de real incoerência

De ser saudosa sua presença.






jennybyjenny

TRISTE ARTE DA ALMA




Esquecido pierrô dos contos de minha infância,

Vem ser a honra do sorriso puro

O sentido da vida de um tolo

Que desespera seus passos sem concordância







Sente- se meu caro rei das anedotas

Aplauda seu próprio show

Satisfaça essa curiosidade de ser um de deles

Que chora nas noites sem chacotas








Ao lado das cores e fantasias em saltimbancos

Seus olhos não me enganam... longe e sem vida

Sua face é forçada, lágrima em rimas declamada

Sois os ares de uma alma despida, pelo povo assistida








O engano, no palco pinta-se em bordas de entusiasmo

Supre as necessidades do sonhar em cores indolores

Extasiada platéia suprem a bondade dos seus atos

O amor inventado, calejado pela dor em mal estar








Satirizando esse colossal martírio investido

Essa máscara dividida em ti refletida

Mancha no peito desse amargurado palhaço

A compaixão de um amor repartido, fabulado







Deve-se apenas neste palco representar

E sua vida em sumo resguardar

Pelos adornos que este amor lhe deixou

Essa marca que no seu rosto, sem piedade timbrou.





jennybyjenny