uma vez de dia não vi o pássaro que me chamava na janela, sentada em uma expectativa errônea, virei-me dei lado e deixeió passar. A cor estupenda refletia com o sol, porém minha visão cega de prazer só ouvia seu canto.. de longe, indo embora.
Logo minha solidão devastava meu peito de forma a cair num poço distante da luz... sombras, escuridão, ausência.. de vida. Nada que dizia minha voz interior me fazia retornar, tudo era natural, toda a prova da existência não era dita, era arrastada por ações mal interpretadas e levianas, sufoco consentido por minha própria ignorância.
Até que uma noite, a voz ecoou em meu pensamento, tão forte que ensurdeceu todos os demônios que me rodeavam, enfim a explosão em meu peito varreu essa escuridão, arrebentou as correntes desse mundo vazio, me fez enxergar, me fez mudar, me fez outra, através da tão proclamada fé.
domingo, 6 de maio de 2012
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