NO SEIO DE UMA GUERREIRA
Por que tanto te odeiam guerreira Doris?
Por que ao pisar em pedras, eles riem tanto?
Tento te entender...
desde os diferentes olhares,
dos mais sensatos gestos,
das mais destonadas vozes.
Qualquer pavio que remeta
esse desgosto todo
de sensibilizar suas dores.
Minha cara !
Vejo o suor da guerra
embainha a espada
com a força de um leão,
sela com a precisão de um lince
os olhares de descontento
que a ti miram.
Sinto suas vértebras eriçadas
contorcendo em prol de sua cria,
que fecha os olhos
ao estampidos do rifle.
Que martírio és tu diante tua imagem!
Envelhecida pelas rugas do tempo
proliferam em lágrimas espremidas
pelos olhos que ardem pelo sal expelido,
poderia até sê-los, se os meus
já não sofressem por ti,
pelas garras afiadas que a mim aponta,
como ostento de poder e magnitude.
Os dias que passa aflita...
Musa de minha esperança!
Raiz do tormento de quem a ti fere,
Constroem essa fortaleza de vidro
nas gotículas escondidas de sua tristeza,
real alma guia de soldados moribundos,
que sobem em seu lombo...
Calçam seus passos, porém...
com inominável irrelevancia
espalmam sua mão ante a queda.
Indolor esse frio nos lábios trincados,
ó fiel escudeira!
De súbito olha para meu interior
e com o conforto do seu aconchego
te enxergo nas entranhas...
teus medos, ... teus modos,
tua bondade...por fim sinto me feliz,
pois ainda pressente
essa presença dentro de si,
minha identidade Doris.
jennybyjenny

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