como sempre...

como sempre as ondas estarão ali, os corais brilharão nos olhos, quero que o colorido das palavras estejam livres em sua mente para que assim possa voar livre e tirar o significado necessário dessas linhas tão reais de mim.

sábado, 28 de agosto de 2010

BAÚ DE RECORDAÇÃO


BAÚ DE RECORDAÇÃO
Estou de luto. Luto hoje para esquecer as lembranças que ficaram cravadas bem aqui, nesse peito que chora não mais sorri.


Hoje estou de luto. Pela surpresa de quando pela primeira vez te vi, confesso que disfarcei, mas seus olhos não resisti


Imagina essa tarja preta enorme nesse coração, que extasiaste pela tua presença se via contente, falava incessantemente sobre você.


O que seria minha ousadia de ter pensado em você todos esses dias, gorado todas as namoradas despercebidas do bem que sua companhia me fazia.


Para onde minha alma correria se não para os teus braços naqueles dias de ira que só teu carinho a conduzia para um sorriso esculpido em disritmia


Quando minha curiosidade espiava pela janela para ver se qualquer dia lembraria de mim, o que saltitava feliz ao fitá-lo nessa ocasião.


Meu dia hoje é cinza, na verdade é pior que não ter cor, pois meus olhos se vêem embaçados de tamanha dor, de não te ver mais em minha frente,


Disfarço caminhando contra o vento, para que leve com ele as lagrimas que purgam em meus olhos.


Ou nesse momento ausente que as falas se descruzam constantemente, contenho a saudade no orgulho herdado demasiado.


Então conduzo esse feixe de tristeza na solidão de minhas palavras, vazias, ao meu baú de recordações e lá... Deixo você...


Adeus!...



No seio de uma guerreira



NO SEIO DE UMA GUERREIRA


Por que tanto te odeiam guerreira Doris?



Por que ao pisar em pedras, eles riem tanto?



Tento te entender...



desde os diferentes olhares,



dos mais sensatos gestos,



das mais destonadas vozes.



Qualquer pavio que remeta



esse desgosto todo



de sensibilizar suas dores.













Minha cara !



Vejo o suor da guerra



embainha a espada



com a força de um leão,



sela com a precisão de um lince



os olhares de descontento



que a ti miram.



Sinto suas vértebras eriçadas



contorcendo em prol de sua cria,



que fecha os olhos



ao estampidos do rifle.







Que martírio és tu diante tua imagem!



Envelhecida pelas rugas do tempo



proliferam em lágrimas espremidas



pelos olhos que ardem pelo sal expelido,



poderia até sê-los, se os meus



já não sofressem por ti,



pelas garras afiadas que a mim aponta,



como ostento de poder e magnitude.













Os dias que passa aflita...



Musa de minha esperança!



Raiz do tormento de quem a ti fere,



Constroem essa fortaleza de vidro



nas gotículas escondidas de sua tristeza,



real alma guia de soldados moribundos,



que sobem em seu lombo...



Calçam seus passos, porém...



com inominável irrelevancia



espalmam sua mão ante a queda.













Indolor esse frio nos lábios trincados,



ó fiel escudeira!



De súbito olha para meu interior



e com o conforto do seu aconchego



te enxergo nas entranhas...



teus medos, ... teus modos,



tua bondade...por fim sinto me feliz,



pois ainda pressente



essa presença dentro de si,



minha identidade Doris.

jennybyjenny